Empresa de voo que matou noiva já havia sido denunciada por transporte clandestino.

A empresa que intermediou o transporte de helicóptero de uma noiva a caminho do altar e que acabou caindo em dezembro de 2016 em São Lourenço da Serra, na região metropolitana de São Paulo, havia sido denunciada à Agência Nacional de Aviação Civil, dois anos antes da tragédia por realizar viagens com táxi aéreo irregular.

Naquele acidente, além da noiva, morreram o irmão dela, o piloto, e uma fotógrafa que estava grávida.

O acidente que hoje completa um ano, ainda está sob investigação sem indenizar as famílias das vítimas que já acionaram a Justiça.

A empresa VoeNext informou ao portal G1 que nunca foi empresa de táxi aéreo e que, desde sua constituição, trata-se de agência de turismo e viagens, regulada pela Embratur e não pela Anac. Informando que a sua atividade está relacionada ao processo de venda e agenciamento de voos e que atua somente na intermediação da venda do voo, limitando-se a agendar viagens e direcionar os contratantes às respectivas empresas aéreas.

A Anac informou que as denúncias encaminhadas pela ABTAER geraram processos administrativos para apuração dos fatos, além de uma grande operação realizada em dezembro de 2016 no Aeroporto de Campo de Marte, em São Paulo.

 

 

++ Durante a blitz, a Anac diz que não encontrou transporte aéreo irregular. Segundo a Anac, a VoeNext é uma empresa de turismo e não possui aeronaves registradas em seu nome.